terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O ABORTO E A BÍBLIA


Autor: Joel Timóteo Ramos Pereira


Aborto é a morte espontânea ou provocada do produto da concepção dentro do ventre materno e antes do início do parto.


Em Portugal e nos EUA, 95% dos abortos são feitos por razões de conveniência. Devemos notar que mesmo que um bebê seja concebido através de violação, a sua destruição não apagará o trauma da mulher nem tão pouco dissuadirá o criminoso de cometer outra violação. Além disso, afirmar que o aborto é um direito da mulher, contradiz o direito à vida do bebê, o qual é tão válido como aquele. Finalmente, quanto mais nova é a mãe, maior é a probabilidade de que ela fique estéril se fizer um aborto (no Canadá, 30% das meninas de idade entre 15 e 17 anos que fizeram abortos ficaram estéreis).


Deus criou o homem e a mulher, abençoou-os e disse-lhes: “Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a... E viu Deus tudo quanto tinha criado, e eis que era muito bom” (Gn 1:28, 31). Verificamos que a reprodução era um dos propósitos da criação do homem por Deus. Por outro lado, não lemos em passagem alguma que o homem tenha o direito de matar o seu semelhante - aliás, um mandamento é “não matarás” (Ex 20:13, Rm 13:9).


Ora, a criança que está no ventre da mãe é um ser com identidade própria. O primeiro órgão a ser formado no feto é o coração, e este começa a bater 21 dias após a concepção. Por isso, quem aborta está assassinando um ser humano criado por Deus.


Quem tem poder para tirar a vida? É porventura o homem quem pode decidir o futuro de outro semelhante quanto ao momento da sua morte? Lemos em 1Samuel 2:6 que a autoridade para decidir o momento da morte de alguém pertence exclusivamente a Deus: “O Senhor é que tira a vida e a dá: faz descer à terra e faz tornar a subir dela”.


O Salmo 139:13 diz que é o Senhor quem forma um ser vivo, e que o faz mover no ventre de sua mãe: “Pois Tu formaste o meu interior; Tu entreteceste-me no ventre da minha mãe”.


Neste verso, a proteção e a possessão de Deus e o Seu poder criativo são extensivos à vida pré-natal. Este ensino torna impossível considerar o embrião ou feto como “simples pedaço de tecido”. O mínimo que alguém pode dizer é que no momento da concepção já existe um ser humano, o qual é sagrado e de valor, à vista de Deus, evidenciado pelo Seu envolvimento pessoal.


O apóstolo João escreveu: “o sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo o pecado... se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:7,9).


Deus não nos trata segundo os nossos pecados, mas tira completamente da Sua Mente os nossos pecados confessados (Sl 103:10-12). Porém Deus perdoa apenas a quem esteja arrependido e confesse o seu pecado. O perdão de Deus não é justificação para, sabendo que é pecado, abortar para depois pedir perdão.

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